Deficiência tem prevenção?

 

Por Rafael Bonfim
Publicado em Gazeta do Povo

 

Um dos pontos mais esquecidos quando falamos sobre inclusão é a deficiência adquirida. Colocar o tema inclusão em pauta tem muito a ver com discutir medidas voltadas ao atendimento da pessoa que já tem deficiência, mas, fala-se pouco sobre as causas desse quadro. Esse assunto não poderia estar tão à margem desse debate, porque ele provocaria uma reviravolta no olhar para a pessoa com deficiência.

Essa ideia é muito palpável para mim e, infelizmente, eu encontrei dados relacionados apenas à deficiência física. Não posso afirmar se dentre os quadros adquiridos, as limitações motoras são as mais frequentes, mas, deveriam ser pelo menos, as que mais preocupam. Entenda porque:

Casos de invalidez permanente entre trabalhadores vítimas de acidentes de trânsito se multiplicaram por quase cinco entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil por ano.

Nos primeiros nove meses de 2011, houve novo aumento de 52%, para 166 mil, segundo números do DPVAT, seguro obrigatório pago por proprietários de automóveis. Os dados revelam que a maioria dos acidentados (mais de 70% dos casos em 2011) usava moto e está em plena idade economicamente ativa, entre 18 e 44 anos.

O quadro preocupa a Previdência Social, que teme ter de arcar com os custos de uma geração de jovens aposentados por incapacidade. Projeções apontam que o INSS gastou R$ 8,6 bilhões com benefícios gerados por acidentes de trânsito. A cifra representa 3,1% de todas as despesas previdenciárias.

Essa notícia me fez lembrar de um dos primeiros textos que escrevi aqui no blog. Em maio de 2010 eu entrevistei o Rodrigo Board, um rapaz que no início dos seus 20 anos sofreu um acidente de trânsito e perdeu a movimentação das pernas. Rodrigo trabalhava como motoboy e estava redescobrindo suas possibilidades nessa nova condição.

O Rodrigo é um exemplo emblemático em um grupo que não para de crescer. Colocar a deficiência adquirida na roda de conversa não é só uma questão de prevenção. É a chance que nós temos de olharmos para uma pessoa com deficiência e abandonarmos o posicionamento de pena, de assistencialismo, ou de medo. É assumirmos que a deficiência está mais próxima do que imaginamos e que qualquer um de nós pode estar nessa condição amanhã.

Para entender mais sobre como essa postura pode mudar a sua visão sobre inclusão, leia a entrevista com Rodrigo Board, no texto Narração interrompidaClique aqui.

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Em 2012 espalhe bons exemplos

Nosso plano para 2012 é espalhar muitas lições de respeito e cidadania, mas cabe a cada um de nós fazer nossa parte e mostrar bons exemplos.

Se você viu alguém ocupando uma vaga que não lhe diz respeito, avise com educação que aquela é uma vaga exclusiva e ela não está ali por acaso. Se não se sentir à vontade para abordar o motorista, pode deixar a multa moral de lembrança no pára-brisas do mal educado!

Educação vira respeito e juntos somos mais fortes!

Para 2012: mais RESPEITO. Feliz Natal!

Os acadêmicos de Publicidade e Propaganda da Faculdade Campo Real, realizaram no dia 17 de Dezembro a ação Esta Vaga Não É Sua (criação da agência curitibana The Getz) na cidade de Guarapuava. A ação foi em clima natalino, onde o Papai Noel e a Mamãe Noel davam um aviso ao infrator, entregando uma pequena lembrança com um cartão e materiais da campanha e, claro, tudo isto ao som (bem alto haha) do HIT NATALINO “Esta vaga não é sua”.

Durante a manhã toda, houve 10 infratores e um feedback muito positivo, considerando que as pessoas paravam para ver, para ouvir a letra do jingle, para filmar, para parabenizar pela ação, mas, principalmente, os infratores percebiam que estavam errados e se desculpavam.

Obrigado à todos que ajudaram na realização da ação de alguma forma.

E, claro, um Feliz Natal (:

Dilma chora ao lançar plano para pessoas com deficiência

A presidente Dilma Rousseff chorou ao discursar nesta quinta-feira (17) durante lançamento do plano Viver sem Limites, que pretende investir R$ 7,6 bilhões até 2014 na inclusão de pessoas com deficiência.

Ela se emocionou logo após cumprimentar Ivy, de 6 anos, e Beatriz, de pouco mais de 1 ano – ambas têm síndrome de Down.

Elas são filhas, respectivamente, do deputado federal Romário (PSB-RJ) e do senador Lindbergh Faria (PT-RJ), e estavam no colo dos pais durante a cerimônia.

“As duas menininhas tiveram aqui uma cena maravilhosa e enternecedora. A filha do Romário carregando a filha do Lindbergh”, afirmou a presidente.

A presidente Dilma discursa durante cerimônia de lançamento do plano Viver sem Limites (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)A presidente Dilma discursa durante cerimônia de lançamento do plano Viver sem Limites (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

“Eu acredito que em alguns momentos a gente considera que eles são muitos especiais, e aí queria dizer que, hoje, este é um momento em que vale a pena ser presidente”, disse Dilma provocando aplausos de pé da plateia. Em seguida, usou um lenço para enxugar as lágrimas.

“Obviamente é um momento de emoção. Estamos aqui hoje para celebrar a coragem de viver sem limites e com autonomia em um de seus aspectos mais importantes, a capacidade que nós seres humanos temos de nos transformar, de nos superar. A incrível força que há nas pessoas para vencer desafios e superar limites”, disse.

O início do discurso da presidente foi interrompido ainda por uma mulher da plateia, que levantou-se para pedir “atenção especial” do governo às pessoas com autismo. “Sou mãe de uma criança autista. Pelo amor de Deus, só nós sabemos o quanto é difícil”, disse a mulher.

Estavam presentes à cerimônia de lançamento os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação), Tereza Campelo (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Miriam Belchior (Planejamento), além dos presidentes da Câmara e do Senado, Marco Maia (PT-SP) e José Sarney (PMDB-AP), respectivamente.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário – cuja pasta coordena o plano – disse durante o lançamento que “a inspiração e o comando [do programa] nasceram da própria presidenta Dilma” e lembrou que outros 15 órgãos do governo estão envolvidos na gestão das diversas ações previstas.

Dilma beija a filha do deputado Romário (à esq.) durante cerimônia no Planalto (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)Dilma beija a filha do deputado Romário (à esq.) em cerimônia no Planalto (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

Maria do Rosário enfatizou que é dever do governo “retirar limites e barreiras” e promover a igualdade de oportunidade a pessoas com deficiência. Ela prometeu ainda que, até 2014, “todos as crianças e adolescentes com deficiência estarão na escola”.

“Vamos otimizar recursos, buscar resultados e assegurar o que é o nosso objetivo nesse plano: uma vida melhor para as pessoas com deficiências, percebidos como pessoas plenas no contexto de suas famílias e da sociedade brasileira”, afirmou.

 

Viver sem Limite

Do total de R$ 7.6 bilhões, R$ 1,8 bilhão serão aplicados em educação, com transporte escolar acessível, adaptação de acesso a escolas públicas e universidade, construção de salas com recursos multifuncionais, além da oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência em cursos federais de formação profissional e tecnológica.

Já na saúde, há previsão de R$ 1,4 bilhão para ações de prevenção às deficiências, maior acompanhamento dos exames no Teste do Pezinho, fortalecimento dos serviços de reabilitação, atendimento odontológico, maior acesso a órtese e prótese, além de reforço de ações clínicas e terapêuticas.

Na área social, serão dispobilizados R$ 72,2 milhões para implantação de Centros de Referência, voltados para o atendimento a pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social.

Junto com estados e municípios, o governo quer ainda prevê aplicar R$ 4,1 bilhões em acessibilidade. Uma das ações nesse sentido é a possibilidade de todas as 1,2 milhão de residências do Minha Casa, Minha Vida 2 serem adaptadas para pessoas com necessidades especiais.

O plano prevê também a criação de 5 centros de ensino técnico para formação de treinadores de cães-guia. Obras de mobilidade urbana para a Copa também deverão obedecer critérios de acessibilidade.

Segundo dados obtidos pelo governo com o Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE) no Censo de 2010, 23,91% da população brasileira (cerca de 45,6 milhões de pessoas) possuem algum tipo de deficiência. A SDH diz que o plano busca “promover a cidadania e fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade”.
 

Fonte: G1 – Política

Esta Vaga Não é Sua está concorrendo ao Big Idea Chair Solidariedade – Vote!

Nossa campanha está concorrendo a um prêmio de publicidade muito bacana na categoria SOLIDARIEDADE.

O Yahoo! Brasil realiza a quinta edição do Big Idea Chair, o prêmio que destaca a grande ideia do ano em 13 países.

Na América Latina, o Big Idea Chair também é disputado na Argentina e México. É um dos mais esperados e respeitados prêmios do mercado nacional de comunicação. Os cases mais bem intencionados da propaganda brasileira já foram destaque em edições anteriores do Big Idea Chair.

Clique aqui e vote no case “Esta vaga não é sua nem por 1 minuto!”

Esse prêmio dará ainda mais visibilidade para a causa e para as campanhas sociais.

Contamos com seu voto!

OBS: É preciso votar em um case da categoria Big Idea Chair E no NOSSO CASE na categoria Big Idea Chair Solidariedade.

Diretora de trânsito de Curitiba deixa cargo por estacionar em vaga especial

A diretora de trânsito da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Rosângela Battistella, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (7). O pedido foi aceito pelo prefeito da cidade, Luciano Ducci (PSB). As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Um dos motivos apresentados por Battistella diz respeito a uma polêmica envolvendo um episódio de estacionamento irregular. No pátio da Urbs, ela deixou o carro em uma vaga para idosos.

Ela disse: “Cometi um erro e assumo. Tenho uma trajetória ética na vida pessoal e profissional. Por isso tenho a maior tranquilidade em admitir meu erro e colocar meu cargo à disposição, para preservar a Diretran e a Urbs, órgãos pelos quais tenho profundo respeito e onde exerci minha função com orgulho e dedicação”.

Na nota oficial da prefeitura, a versão é que a diretora da Urbs colocou o carro na vaga especial e entrou para pedir ao motorista que mudasse o veículo de lugar. O texto diz ainda que Battistella abriu mão de uma vaga privativa a que teria direito no pátio da Urbs pelo fato de não possuir automóvel próprio.

“Já em relação ao fato de ter liberado um carro de remoção pelo guincho, a diretora diz que a ação foi legal e transparente, tanto que consta no Relatório de Ocorrências da Diretran”, finaliza.

 

 

 

via G1 PR