Solidário desde cedo

Sabe aquelas crianças que misteriosamente têm uma inteligência muito acima da média? Alguns as chamam de superdotadas, prodígios, gênios precoces, mas, nomenclaturas à parte, certamente Shubham Banerjee serve como exemplo.

shubham-banerjee-impressora-braile

O belga, filho de indianos, mudou-se para a Califórnia aos 3 anos e hoje com 12, desenvolveu a Braigo, uma impressora braile, usando peças de Lego Mindstorms e alguns acessórios alternativos como o rolo de papel de calculadora, braços robóticos e outros componentes facilmente encontrados em papelarias.

Inicialmente, o projeto seria apenas mais uma atração da feira de ciências do colégio onde o garoto estuda, porém se tornou uma ideia que pode melhorar a vida das 285 milhões de pessoas com deficiência visual.

Você está pensando que o equipamento deve custar uma fortuna? Errado! O preço é de US$ 350, representando 20% do valor de uma impressora braile comum, orçada em US$ 2 mil. Consequentemente, seu gasto com manutenção também é baixo. Dados muito animadores, considerando que 90% das pessoas com deficiência visual estão nos países em desenvolvimento, como o Brasil, que priorizam inovações mais baratas.

Pasme! A impressora move os módulos que perfuram o papel, produzindo cartas em menos de dez segundos. E seu inventor já mostra um grande espírito de empreendedorismo, preocupando-se em disponibilizar o código de programação da impressora para permitir que qualquer pessoa possa adaptar o software as suas necessidades.

shubham-banerjee-impressora-braile

Não satisfeito com essa iniciativa, que já é digna de aplausos, Shubham Banerjee fez uso inteligente das redes sociais, criando uma página no Facebook para fornecer informações sobre o equipamento, controlar os ânimos dos interesseiros de plantão, muito mais preocupados em apoiar o projeto para ganhar dinheiro do que para gerar um bem social, e esclarecer que seu próximo objetivo não é comercializar a impressora, mas sim torná-la ainda melhor, sendo capaz de traduzir uma página inteira de texto na linguagem dos cegos.

Esse garoto precisa ser bem cuidado, afinal é só uma criança de 12 anos, que deve crescer e amadurecer, sem pular etapas. Ninguém tem o direito de exigir que ele apresente resultados com sua impressora. Isso será fundamental para que sua genial invenção não se transforme numa experiência traumática e possa ajudá-lo a concretizar todo o potencial que provou ter, transformando-se num futuro grande profissional da ciência, a serviço não só de pessoas com deficiência, mas de qualquer grupo que precise de uma luz no fim do túnel para viver melhor.

Dou sinceros parabéns a Shubham Banerjee, que com certeza ajudará muito as pessoas com deficiência visual, por conseguir enxergar suas necessidades de longe, mesmo sendo tão jovem. Você que convive com a cegueira e sempre sonhou em ler tudo o que lhe interessa sem depender de alguém que leia por você, renove suas esperanças!

Impressora Braigo: uma prova de que juntos, conhecimento, criatividade, responsabilidade social e empreendedorismo mudam o mundo!

Referências:

http://www.tecmundo.com.br/lego/51466-adolescente-de-12-anos-usa-lego-para-criar-impressora-braile.htm

http://www.deficientesemacao.com/tecnologia/6976-adolescente-de-12-anos-usa-lego-para-criar-impressora-braile

http://maragogi360graus.com.br/site/noticias/exclusivo-estudante-de-12-anos-usa-lego-para-criar-impressora-braile

http://www.programadavinci.com.br/post/garoto-de-12-anos-cria-impressora-braille-feita-com-lego-e-mais-barata-que-todas-as-existentes-no-mercado

___________________

Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.

Aparelho promete revolucionar o modo de deficientes visuais lerem livros

aparelho-leitura-deficientes-visuais-artigo-esta-vaga-nao-e-sua

O aparelho, desenvolvido pelo MIT, é usado no dedo do leitor e foi batizado de Fingerreader (leitor de dedo, em tradução livre). O leitor desliza o dedo pela frase, e o aparelhinho faz a leitura através de sensores e comparação de símbolos, traduzindo para áudio o texto escrito. Uma câmera instalada nele permite que o Fingerreader leia palavras que estejam à frente na leitura e informe se a linha chegou ao fim, através de uma vibração no dedo do leitor. Essa câmera, utilizando-se do algoritmo do aparelho, também ajuda a manter a leitura em linha reta.

O objetivo é que deficientes visuais possam utilizá-lo para leitura de textos impressos e tradução de outras línguas. A leitura pode ser feita tanto em papel quanto em leitores digitais, como o Kindle e o Nook.

Embora o Fingerreader por enquanto seja um protótipo e tenha espaço para melhorias, o aparelho é muito promissor e pode facilitar a vida de muita gente, já que livros em Braille e em áudio não são tão fáceis de encontrar e tem sua diversificação limitada.

Veja o vídeo do link a seguir para entender como funciona o Fingerreader:

Aguardamos ansiosamente que o produto seja lançado no mercado!

___________________

Texto de Natália Jaeger

Natália é estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escritora por paixão. Já trabalhou como professora voluntária para o projeto CREAÇÃO, e fez um ano de intercâmbio nos Estados Unidos.

A força do nosso apoio

Às vezes sente-se inseguro quando você, pessoas com deficiência visual, anda pelas ruas e sua bengala não detecta objetos mais altos, que estejam acima de sua cintura? Agora, se uma solução para isso chegar ao mercado, esse medo não irá mais te afligir. Pode acreditar!

Estou falando sério! O físico Edivaldo Amaral Gonçalves do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT), desenvolveu um aparelho eletrônico que possui um sensor ultrassônico capaz de identificar objetos como, por exemplo, orelhões, árvores ou postes, através de sinais vibratórios emitidos por um dispositivo que o integra.

Vou explicar melhor: quanto mais curta for a sua distância em relação ao objeto, mais intenso será o sinal de alerta e, além disso, se você conseguir ouví-lo com antecedência, antes de aproximar-se muito do obstáculo, poderá desviar dele sem qualquer susto ou movimento brusco, mantendo o ritmo normal da sua caminhada.

Boa ideia, não? Achei excelente, mas precisamos unir forças para levar o protótipo ao mercado! O autor da inovação, Edivaldo, diz que gostaria de contar com o financiamento de alguma empresa ou do Governo, para tornar o produto acessível a quem precisa.

E tem mais! O físico também recebe e-mails de pessoas próximas a algum deficiente visual, perguntando como adquirir o aparelho. Essa demanda lhe deu uma segunda ótima ideia: simplificar ao máximo o protótipo e criar um site explicando como montá-lo passo a passo. Assim, bastaria ao interessado entender um pouquinho de eletrônica.

Edivaldo acredita que, dessa forma, não deixa o projeto parado. Ele continua evoluindo! Inicialmente o protótipo deveria ser colocado na testa do usuário, mas hoje está tão pequeno, que pode ficar acoplado a um óculos escuro.

Faço um apelo a você, deficiente visual que se interessou e a qualquer um dos nossos engajados voluntários ou leitores desse blog: caso saiba qual é o melhor caminho para lançar o produto, conseguir um financiamento ou idealizar um site para explicar como ele funciona manifeste-se através dos nossos canais de comunicação ou direto com o criador: edivaldo@eletro.cefetmt.br

Com o desenvolvimento do protótipo, Edivaldo foi o vencedor do concurso “Pró Inovação” e do prêmio IFMT de Inovação Tecnológica. A ideia ainda merece muito mais reconhecimento, afinal traz a você, deficiente visual, mais segurança e autonomia, além disso, é um grande avanço para todos os que um dia dependeram da companhia de alguém para sair na rua ou já se acidentaram, mesmo portando uma bengala.

Lutemos juntos por essa causa!

Referências:

http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=269:sensor-ultrassonico-auxilia-deficientes-visuais&catid=83:fevereiro-2011&Itemid=270

http://xviiisnefnovastecnologias.blogspot.com.br/2011/02/sensor-ultrassonico-auxilia-deficientes.html

http://www.plantaonews.com.br/conteudo/show/secao/35/materia/27802

http://www.planetauniversitario.com/index.php/ciencia-e-tecnologia-mainmenu-75/19675-sensor-ultrassonico-para-deficientes-visuais-e-considerado-o-melhor-projeto-entre-todos-os-institutos-federais

___________________

Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados á prática do futebol.