Um verdadeiro carro adaptado

Você sonha em dirigir seu próprio carro adaptado para ir onde quiser sem se preocupar com as dificuldades do transporte público ou com quem vai te dar carona, mas ainda não conseguiu fazer economias suficientes e nunca encontrou um veículo que atendesse plenamente suas necessidades?

Não se sinta mal. Em breve, um novo tipo de automóvel especial pode mudar sua vida!

Já imaginou um veículo elétrico que meça apenas 2,1 m de comprimento por 1,5 m de altura e transporte só uma pessoa? Acredite! Ele existe, chama-se Kenguru, levando o mesmo nome da empresa americana que o desenvolveu. Ela pertence à advogada Stacy Zoern, que apostou na ideia do húngaro Istvan Kissaroslaki.

Quais são suas adaptações? O que ele tem de tão diferente e especial? Como é seu design? Essas devem ser só algumas das questões que estão martelando sua cabeça agora, não é?

Fique tranqüilo! Vou explicar tudo. O carro tem uma única porta traseira, que abre para cima, automaticamente, ou através do comando de um controle. O motorista sobe uma pequena rampa, permanece em sua cadeira de rodas e guia o veículo como se estivesse dirigindo uma motocicleta, usando acelerador e freio manuais, além de um guidão no lugar do volante.

Para incrementar ainda mais a novidade, há um painel do lado direito indicando velocidade e nível de bateria. A estrutura de vidro garante que o condutor tenha uma visão segura.

Você acredita que o carro pode andar até 100 km sem ser recarregado? Está certo que nem tudo são flores e sua velocidade máxima é de 40 km/h, mas creio que concorda comigo em relação as melhorias que essa inovação trará e a todo o progresso que ela representa, estou certo?

Nos Estados Unidos, o início das vendas deverá acontecer em 2015 e o custo estimado do Kenguru é de 25 mil dólares, mas pode ser reduzido por meio de incentivos fiscais do governo americano.

Agora, você deve estar se perguntando por que estou te dizendo isso, se mora no Brasil. Calma, não fique bravo comigo! Em Santa Catarina foi desenvolvido o Pratyko, um carro adaptado muito parecido com o Kenguru.

O primeiro protótipo, lançado em 2010, vem passando por constantes melhorias, conforme o grupo de amigos responsável pela ideia consegue novas parcerias.  Para que o produto chegue efetivamente ao mercado, será necessário homologá-lo junto ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Esse processo já está em andamento, o grupo está otimista e acredita que as vendas do Pratyko podem começar ainda em 2014, no valor que varia entre 35 e 40 mil reais.

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Essa inovação te dá boas perspectivas para o futuro, certo? O Pratyko pode tornar sua vida mais prática, livre, independente, aventureira e feliz! É nesse valor agregado que precisamos nos apegar! Para nós, pouco importa se existem outros carros mais modernos, luxuosos, caros, confortáveis, rápidos e potentes. Afinal, nada disso atende nossas necessidades.

Que o Pratyko seja um sinal verde para cada cadeirante sem um carro próprio, permitindo-lhes guiar os caminhos de suas vidas.

Pé na estrada!

Referências:

http://www.theverge.com/2014/2/14/5411364/kenguru-is-a-tiny-electric-hatchback-for-wheelchair-users

http://www.tudointeressante.com.br/2014/02/kenguru-car-o-carro-que-da-mais-mobilidade-e-autonomia-aos-cadeirantes.html

http://carplace.virgula.uol.com.br/pratyko-carro-nacional-para-cadeirantes/

http://www.adjorisc.com.br/jornais/nossaterra/correia-pinto/pratyko-devera-ser-produzido-em-serie-em-no-maximo-1-5-ano-em-lages-e-prefeitura-dara-incentivos-f-1.1226800#.Ux8iPOddXrV

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.

Aparelho promete revolucionar o modo de deficientes visuais lerem livros

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O aparelho, desenvolvido pelo MIT, é usado no dedo do leitor e foi batizado de Fingerreader (leitor de dedo, em tradução livre). O leitor desliza o dedo pela frase, e o aparelhinho faz a leitura através de sensores e comparação de símbolos, traduzindo para áudio o texto escrito. Uma câmera instalada nele permite que o Fingerreader leia palavras que estejam à frente na leitura e informe se a linha chegou ao fim, através de uma vibração no dedo do leitor. Essa câmera, utilizando-se do algoritmo do aparelho, também ajuda a manter a leitura em linha reta.

O objetivo é que deficientes visuais possam utilizá-lo para leitura de textos impressos e tradução de outras línguas. A leitura pode ser feita tanto em papel quanto em leitores digitais, como o Kindle e o Nook.

Embora o Fingerreader por enquanto seja um protótipo e tenha espaço para melhorias, o aparelho é muito promissor e pode facilitar a vida de muita gente, já que livros em Braille e em áudio não são tão fáceis de encontrar e tem sua diversificação limitada.

Veja o vídeo do link a seguir para entender como funciona o Fingerreader:

Aguardamos ansiosamente que o produto seja lançado no mercado!

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Texto de Natália Jaeger

Natália é estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escritora por paixão. Já trabalhou como professora voluntária para o projeto CREAÇÃO, e fez um ano de intercâmbio nos Estados Unidos.

A força do nosso apoio

Às vezes sente-se inseguro quando você, pessoas com deficiência visual, anda pelas ruas e sua bengala não detecta objetos mais altos, que estejam acima de sua cintura? Agora, se uma solução para isso chegar ao mercado, esse medo não irá mais te afligir. Pode acreditar!

Estou falando sério! O físico Edivaldo Amaral Gonçalves do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT), desenvolveu um aparelho eletrônico que possui um sensor ultrassônico capaz de identificar objetos como, por exemplo, orelhões, árvores ou postes, através de sinais vibratórios emitidos por um dispositivo que o integra.

Vou explicar melhor: quanto mais curta for a sua distância em relação ao objeto, mais intenso será o sinal de alerta e, além disso, se você conseguir ouví-lo com antecedência, antes de aproximar-se muito do obstáculo, poderá desviar dele sem qualquer susto ou movimento brusco, mantendo o ritmo normal da sua caminhada.

Boa ideia, não? Achei excelente, mas precisamos unir forças para levar o protótipo ao mercado! O autor da inovação, Edivaldo, diz que gostaria de contar com o financiamento de alguma empresa ou do Governo, para tornar o produto acessível a quem precisa.

E tem mais! O físico também recebe e-mails de pessoas próximas a algum deficiente visual, perguntando como adquirir o aparelho. Essa demanda lhe deu uma segunda ótima ideia: simplificar ao máximo o protótipo e criar um site explicando como montá-lo passo a passo. Assim, bastaria ao interessado entender um pouquinho de eletrônica.

Edivaldo acredita que, dessa forma, não deixa o projeto parado. Ele continua evoluindo! Inicialmente o protótipo deveria ser colocado na testa do usuário, mas hoje está tão pequeno, que pode ficar acoplado a um óculos escuro.

Faço um apelo a você, deficiente visual que se interessou e a qualquer um dos nossos engajados voluntários ou leitores desse blog: caso saiba qual é o melhor caminho para lançar o produto, conseguir um financiamento ou idealizar um site para explicar como ele funciona manifeste-se através dos nossos canais de comunicação ou direto com o criador: edivaldo@eletro.cefetmt.br

Com o desenvolvimento do protótipo, Edivaldo foi o vencedor do concurso “Pró Inovação” e do prêmio IFMT de Inovação Tecnológica. A ideia ainda merece muito mais reconhecimento, afinal traz a você, deficiente visual, mais segurança e autonomia, além disso, é um grande avanço para todos os que um dia dependeram da companhia de alguém para sair na rua ou já se acidentaram, mesmo portando uma bengala.

Lutemos juntos por essa causa!

Referências:

http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=269:sensor-ultrassonico-auxilia-deficientes-visuais&catid=83:fevereiro-2011&Itemid=270

http://xviiisnefnovastecnologias.blogspot.com.br/2011/02/sensor-ultrassonico-auxilia-deficientes.html

http://www.plantaonews.com.br/conteudo/show/secao/35/materia/27802

http://www.planetauniversitario.com/index.php/ciencia-e-tecnologia-mainmenu-75/19675-sensor-ultrassonico-para-deficientes-visuais-e-considerado-o-melhor-projeto-entre-todos-os-institutos-federais

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados á prática do futebol.