Cartões de estacionamento para idosos e PCDs – Curitiba

Você idoso ou pessoa com deficiência já teve dores de cabeça com vagas de estacionamento? Esse seu direito foi injustamente questionado alguma vez? Ou em muitas ocasiões, viu cidadãos que não se enquadram em nenhum desses dois grupos utilizarem essas vagas de forma ilegal?

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Se a resposta das três perguntas for sim, saiba que existe um cartão de estacionamento criado para regulamentar o uso desses espaços. Saiba como obter esse documento de acordo com o estado onde você vive.

CURITIBA

No caso dos paranaenses de Curitiba, as pessoas com deficiência ou os idosos deverão fazer um rápido cadastro via internet,  Clicando aqui , para posteriormente agendar dia e horário para comparecer a SETRAN (Secretaria de Trânsito), apresentar os documentos listados abaixo, que serão autenticados, permitindo que o interessado  retire a credencial.

Endereço:  Rua Benjamin Constant, 157 – Centro

Horário de funcionamento: 8h30 às 17h

Documentos necessários:

– Número do protocolo gerado após a realização do cadastramento;

– CNH (caso o credenciado seja o condutor)

– RG ou outro documento a ele equiparado, que contenha data de nascimento e filiação;

– Comprovante de residência que contenha o CEP da rua (pode ser apresentada pelo credenciado ou responsável;

– Só para PCDs: Laudo médico do DETRAN ou um declaração assinada pelo profissional da medicina que acompanha o solicitante, constando o grau da deficiência atualizado.

OBS: Para a utilização das vagas reservadas para idosos ou pessoas com deficiência é necessário apresentar dois cartões, o que comprova o direito de usar essas vagas e o que pertence ao estacionamento local.

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.

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Ser cadeirante e ser forte

Volta e meia, mesmo em conversas com amigos ou parentes, alguém menciona alguma pessoa que “superou todas as expectativas” apesar de sua deficiência e, ou virou campeão paraolímpico, ou hoje leva “uma vida normal”. Sempre que o assunto surge, tem alguém que diz “Que exemplo de força!”, o que é um elogio muito bom de se ouvir – mas o quanto é preciso ser forte por ser cadeirante?

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Ser forte significa, nesse contexto, ser mais forte do que os outros. Significa que é preciso superar obstáculos o tempo inteiro, e se desafiar, nunca desistir, ser confiante e – basicamente – ter uma perseverança quase sobre-humana. Não tenho a menor dúvida de que é preciso ser forte quando se é cadeirante. São adaptações em quase todos os âmbitos, são pequenas superações diárias de independência. O problema é: e se não precisasse ser forte para ser cadeirante?

E se pudesse fazer aulas na Universidade sem as pessoas ficarem trocando de sala porque nem todos os blocos têm elevador e menos ainda rampas? E se pudesse ir de um lado para outro sem demorar duas, três vezes mais porque o caminho acessível é mais longe? Posso contar nos dedos a quantidade de alunos cadeirantes na Universidade que frequento, ou no shopping, ou mesmo pegando ônibus. Existem mais de 24 milhões de brasileiros com alguma deficiência, e grande parte é de cadeirantes. Isso significa que milhões de brasileiros enfrentam, todos os dias, uma rampa que termina em degrau, uma curva estreita e acentuada, isso sem mencionar o preconceito e olhares de pena.

Ser cadeirante não é ser forte. O cadeirante é uma pessoa com angústias e medos e que não acha que tem nada de sobre-humano em sua perseverança. É uma pessoa que simplesmente tem de ser forte porque a sociedade é fraca em tornar as coisas mais fáceis. Banheiros, calçadas, até mesmo a organização de móveis em ambientes são obstáculos que fazem parte do dia-a-dia e passam despercebidos pelas outras pessoas.

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Pedreiros em Curitiba passaram por um curso para testar as calçadas da cidade e descobrir dificuldades que fazem parte do cotidiano dos cadeirantes e deficientes visuais. Essa experiência inusitada resultou em detalhes antes deixados de lado (uma pedra fora do lugar, mau encaixe…) se tornando um problema real para eles. É um passo importante, porém que deveria ter sido pensado muito tempo atrás. Quem pode ditar se as calçadas são acessíveis ou não são os próprios cadeirantes.

Ser cadeirante não é ser forte. Ser cadeirante é se tornar forte, porque é necessário, porque as pessoas acreditam que, como cadeirante, assume-se quase um papel de herói ou heroína em que você precisa superar obstáculos, todos os dias. Ser cadeirante é efetivamente superar esses obstáculos todos os dias. E tornar-se forte para continuar a superar nos dias seguintes.

Fonte 1.
Fonte 2.
Fonte 3.

Texto de Natália Jaeger

Natália é estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escritora por paixão. Já trabalhou como professora voluntária para o projeto CREAÇÃO, e fez um ano de intercâmbio nos Estados Unidos.