Falta de acessibilidade…de quem é a culpa?

Infelizmente a gente tem que se virar de qualquer forma. Seja para ir numa loja, pagar uma conta ou passear, a gente esbarra com esses obstáculos pela cidade, como carros estacionados em rampas, por exemplo. – Atleta Tiago Pimentel, que sofreu um acidente na adolescência e hoje se locomove com cadeira de rodas.

Para muitos, esse relato não passa de mais um rotineiro desabafo, mas, afinal de contas, basta entender o problema tomando posicionamento de telespectadores ou devemos ir a fundo nessas questões e descobrir efetivamente, de quem é a culpa?

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Inicialmente, muitas respostas apresentarão certa ambiguidade, afinal, esse não é um dos mais fáceis assuntos de se conversar, mas, a falta de acessibilidade hoje é gerada por questões sociais e éticas sérias como o desrespeito e grosseria.

Um absurdo olharmos para a sociedade como a grande culpada, afinal de contas, os asfaltos não estão adequados, a ausência de rampas é extremamente visível, não há sinalização, adaptação, inclusão e diversas outras requisições.

Sim, de fato esses problemas existem e adjacente a eles está o DESRESPEITO, que acomete os infratores de leis vigentes.

Está na hora de ponderar diversas questões e principalmente a falta de ética ou conscientização daqueles que usam a clássica desculpa de que ‘’não vai demorar’’ ao estacionarem em vagas que não lhes são destinadas, ou dos proprietários de muitos estabelecimentos irregulares que utilizam 90% do espaço disponível para circulação nas calçadas.

Enfim, paremos!

Antes de julgar, reflita, afinal ‘’parece ser muito mais fácil culpar as coisas em vez de arrumá-las’’…

Falta acessibilidade e isso é um problema considerável, então, AJA, MOBILIZE, CONSCIENTIZE, E RESPEITE!

Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos – Eduardo Galeano

Referência:

http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2015/02/pessoas-com-deficiencia-reclamam-de-acessibilidade-em-imperatriz-ma.html

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Texto de Agnes Ishi Assunção

Agnes Ishi Assunção é técnica em Design de Interiores pelo SENAC, atua como colaboradora em projetos sociais em Araçatuba/SP e plataforma virtuais com a divulgação e integração de causas diversas. Blogueira e musicista desde pequena, sempre buscou atuar na área de mobilização social.

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Bienal Internacional do Livro: atividades com recursos de acessibilidade oferecem imersão na arte para público com deficiência

Em parceria com a ONG Mais Diferenças, especializada na educação e cultura inclusivas e com a artista plástica Chris Mazzota, serão realizadas mediações dentro do estande das Edições Sesc São Paulo com espaço e funcionalidade adaptados para deficientes visuais e auditivos.

Nesse sentido, os visitantes poderão vivenciar o mundo de Joseph Beuys (1921-1986), um dos artistas alemães de vanguarda mais importantes do pós-guerra. Depois, é a vez de entender o trabalho do artista plástico cearense Aldemir Martins (1922-2006). O pintor, fotógrafo e artista plástico Geraldo de Barros (1923-1988) também será tema de uma das atividades. E, no último dia, é hora de entrar no universo do artista multimídia britânico Isaac Julien e dos fotógrafos da chamada Geração 00.

A intenção das mediações é aproximar as obras e os conteúdos do público com e sem deficiência, a partir de formatos e mídias que extrapolam o livro. Assim, em todas as atividades propostas pela ONG Mais Diferenças, haverá conteúdo audiovisual, que descreve brevemente o livro e alguns textos escolhidos que representam de forma sucinta e objetiva o artista, sua obra e trajetória. O conteúdo será apresentado com audiodescrição, subtitulação e interpretação de LIBRAS.

As atividades tanto apresentam a obra do artista a partir de apreciação tátil dos materiais que eles costumavam trabalhar, quanto incentivam a produção gerada por meio de experiências estéticas junto ao universo de cada artista.

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Confira abaixo a programação completa dasMediações*:

*Inscrições no local, a partir das 10h. Vagas limitadas.

25/8, segunda, às 16h

Vestindo Joseph Beuys

Uma impressão fotográfica com o elemento da rosaem relevo tátil da obra “Wewon’t Do It withoutthe Rose” (1972) será disponibilizada para apreciação visual, tátil e olfativa.

Para a atividade de produção, a ONG Mais Diferenças propõe que os participantes desenhem em papel, blocos de cera ou materiais maleáveise escrevam, colem ou gravem uma fala a respeito de mudanças ambientais e sociais. Haverá também distribuição de sementes de flores e plantas e sugestão de acompanhamento e divulgação do resultado.

26/8, terça, às 16h

O Brasil de Aldemir Martins

Como meio característico de transporte no Brasil nas décadas em que o artista emigrou de sua terra natal para o sudeste do país, o trem é uma imagem forte e simbólica.

Com a intenção de ilustrar os temas e ofício do artista, um trem de madeira colorido repleto de objetos com pinceis, goivas, lápis e esculturas de madeira estará disponível ao público para que interajam com os materiais.

Como plataforma de fruição multissensorial, uma matriz em madeira baseada na obra “Dois Peixes” será disponibilizada para o contato visual e tátil.

A ONG Mais Diferenças convida o público a desenhar, dar depoimentos ou usar outras plataformas de produção artística para mostrar qual é a cara do mundo em que ele vive.

 

27 e 29/8, quarta e sexta, às 16h

Experimentando com Isaac Julien e a Geração 00

A artista plástica Chris Mazzotta, especializada em trabalhos de inclusão social, convida o público a vivenciar por outros meios e formas o universo do artista inglês Isaac Julien e dos fotógrafos da chamada Geração 00.

A voz da instrutora descreve brevemente a obra fotográfica. Ao mesmo tempo, a imagem da obra vem projetada com uma música ao fundo, e então a artista orienta a leitura tátil de um modelo em baixo relevo que reproduz a obra projetada. Os participantes são convidados a reproduzir suas impressões táteis com massa de modelar em um suporte preparado. A atividade propõe uma interação entre patrimônios oníricos pessoais, potencialidades e habilidades que serão expressas.

28/8, quinta, às 14h

Mil e um Geraldos

Para ilustrar o artista e seus infindáveis ofícios, a ONG Mais Diferenças vai produzir um pequeno armário para abarcar diversos objetos que o artista fazia uso. Alguns deles são: máquina fotográfica antiga, pedaços de concreto, fórmica e madeira (formas geométricas) e miniaturas de móveis. A obra “Pai de Todos” será desenvolvida em diferentes espessuras de madeira (MDF) ou fórmica pretas e brancas para apreciação tátil.

Será proposto que as pessoas observem ou tateiem seu entorno, no caso, o estande dasEdições Sesc São Paulo, e desenhem ou relatem a experiência estética gerada por determinado objeto.

Para saber mais, acesse: www.bienaldolivrosp.com.br

SERVIÇO

Estande das Edições Sesc São Paulo na 23ª Bienal Internacional do Livro

Onde: K500, Alameda K.

Data: 22 a 31 de agosto de 2014, de segunda a sexta, das 9h às 22h / Sábado e domingo, 10h às 22h (dia 31, somente até às 21h).

Local:Pavilhão de Exposições do Anhembi

Pedro Pimenta – força de vontade que vai além

Pedro, um típico adolescente paulistano que estudava e participava de esportes com amigos. No dia 11 de setembro de 2009, aos 18 anos, começou a se sentir mal e foi internado no hospital, assim, de repente, com menos de 1% de chances de sobreviver. Descobriram que Pedro contraiu uma doença chamada meningococcemia – infecção generalizada grave causada por uma bactéria.

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Familiares e amigos se revezaram no hospital para se despedir do menino que estava com a maioria dos órgãos sem funcionamento, mas, como milagre, Pedro lutou e sobreviveu. O privilégio de ter uma segunda chance na vida veio com o preço de ter todos os 4 membros amputados acima do cotovelo e dos joelhos.

Especialistas destinavam Pedro a uma vida na cadeira-de-rodas, dizendo que nenhum outro amputado em sua situação obteve sucesso em viver uma vida com quatro próteses. Mas ele não desanimou, procurou aconselhamento e orientação, com muita determinação. Depois de 10 meses após ter deixado o hospital, Pedro nunca mais se sentou em uma cadeira de rodas.

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Hoje em dia, Pedro faz palestras motivacionais nos Estados Unidos e no Brasil. No seu dia-a-dia, vive uma vida independente e cursa Economia numa faculdade no sul da Flórida.

Em março desse ano, Pedro Pimenta foi um dos palestrantes do evento TEDx UFPR – Além do que se vê e compartilhou toda a sua história e superação com a gente!

Saiba mais.

Viver sem Limite

O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite foi lançado pela nossa presidente Dilma Roussef em 2011 para ressaltar o compromisso do Brasil com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU.

O plano tem ações desenvolvidas por 15 ministérios e a participação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que trouxe as contribuições da sociedade civil. O Viver sem Limite envolve todos os entes federados e prevê um investimento total de R$ 7,6 bilhões até 2014.

Confira o primeiro balanço do Plano:

Viver sem Limite

Confira a cartilha aqui.

 

Via.