Prótese especial muda a vida de jovem haitiano

Uma nova tecnologia pode baratear a montagem de próteses. Esse acessório tão importante para inúmeras pessoas com deficiência, que por problemas no nascimento ou acidentes, vivem sem algum membro, já foi construído utilizando uma impressora 3D.

No Haiti, país devastado por diversos desastres naturais, que sofre com a pobreza, a desnutrição das crianças e os efeitos de uma violenta ditadura, vive Stevenson Joseph, de 12 anos. Ele nasceu sem os dedos das duas mãos, é órfão, foi o primeiro a receber o equipamento e agora poderá segurar objetos e escrever.

A história de como a prótese chegou a Stevenson é linda e inspiradora. O casal americano John Marshall e Lisa participou de uma missão humanitária no Haiti, quando conheceu o garoto abandonado aos 3 anos e, assim que retornou, decidiu pesquisar alguma forma de ajudá-lo. Então, Marshall soube que um sul-africano desenvolveu a tal prótese para si próprio e após meses de dedicação, produziu o equipamento, enviando-o a um hospital haitiano, responsável por colocá-la no braço do menino.

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Está aí mais um exemplo da tecnologia a serviço das pessoas, que mostra como é eficaz usar a criatividade e o conhecimento para reduzir custos. A prótese que mudou para sempre a vida de Stevenson custou cerca de 300 dólares, o equivalente a 664 reais.

O elemento mais valioso dessa história não é a tecnologia e sim a lição de vida que o casal americano ensinou a todos nós. Se não fosse o espírito solidário e o empenho de John e Lisa em ajudar a quem precisa, provavelmente essa excelente nova tecnologia não iria chegar a Stevenson. Acredito que o mundo atual pode ser um lugar bem melhor se mais pessoas espalharem-se nesse bonito exemplo.

Dou os parabéns a eles por mostrarem que não há fronteiras maiores que a solidariedade e espero ver muitas outras pessoas com deficiência beneficiarem-se da prótese “impressa” para fazerem a diferença com suas próprias mãos! Stevenson Joseph vai se sentir alguém ainda mais especial e quem sabe, pode se tornar um homem capaz de transformar a triste realidade haitiana.

Confira as notícias a respeito:

Deficientes em Ação

Uol

O Globo

Bahia Notícias

Painel Med

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.

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Escadas podem deixar de ser problema para cadeirantes

Não é novidade que um dos maiores problemas enfrentados pelos cadeirantes são as escadas encontradas em locais sem elevadores, rampas ou outras alternativas mais acessíveis. Farta de enxergar essa triste realidade, a empresa inglesa Allgood Trio desenvolveu o Sesame, um sistema que concilia três importantes características de qualquer adaptação para cadeirantes: acessibilidade, simplicidade e estética.

O sistema fica alojado embaixo das escadas e nem é notado por pessoas sem deficiência. Quando um cadeirante chega ao local, automaticamente ou através do acionamento de um botão, o sistema faz os degraus recuarem, dando lugar a um elevador adaptado. Uma solução que poderia padronizar de forma mais consistente a acessibilidade de diferentes prédios e condomínios, tornando desnecessária a construção de rampas, que muitas vezes exigem grande esforço físico dos cadeirantes e não lhes proporcionam a independência de que precisam. E principalmente, fazendo das escadas um obstáculo mais fácil de superar.

Pouco se encontra sobre estimativas de custo ou possibilidades dessa ideia transcender fronteiras e se espalhar pelo mundo, mas aumenta nossa esperança de dar mais um passo rumo à inclusão social, usufruindo de um equipamento que não gera nenhum impacto negativo no meio ambiente, não obriga os cadeirantes a investir em caras cadeiras elétricas e o mais importante de tudo: afasta a necessidade de pedir o auxílio de terceiros.

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Já imaginou que maravilha nunca mais ser obrigado a deixar de ir a um local por excesso de escadas ou falta de rampas e elevadores? E, além disso, poupar as colunas dos seus familiares e amigos, que frequentemente se esforçam ao máximo para carregar você e sua cadeira? Vamos acreditar nessa possibilidade e torcer para o sistema Sesame chegar ao Brasil.

Está aí mais uma prova de que mesmo as dificuldades que insistem em nos limitar ao longo do tempo podem ser superadas se conseguirmos aliar estudo, força de vontade, empatia, inconformismo, inovação, funcionalidade, estética, gestão inteligente de recursos e fome de mudança. Que o elevador do sistema Sesame nos permita subir um degrau de cada vez e elevar nosso padrão de vida.

Referências:

http://www.allgood.co.uk/news.asp?info=Sesame+stairs+from+Allgood+Trio

http://ciclovivo.com.br/noticia/sistema-transforma-escada-em-elevador-para-cadeirantes

http://www.apparelyzed.com/forums/topic/30879-wheelchair-lift-with-retractable-hidden-steps-for-old-buildings/

http://www.rollingrains.com/rio_2016/2014/04/o-direito-de-ir-e-vir-os-allgood-trio-sesame-steps.html

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.

Tecnologia acessível para deficientes – é possível?

Michele de Souza possui um QI acima do normal, e desde pequena se interessa por construir próteses para deficientes físicos. Ela se dedica a criar, em seu próprio quintal de casa, equipamentos que auxiliem a busca da independência que muitas vezes PCDs têm dificuldade em alcançar.

Os preços astronômicos de equipamentos assim geralmente desanima e limita as opções dessas pessoas, mas as criações de Michele chegam a custar até mesmo 80% menos do que o preço de mercado. Esse preço causa estranheza nos investidores.

Michele aposta na cibernética e robótica para encontrar soluções para auxiliar PCDs, inclusive a se inserirem no mercado de trabalho. Um de seus produtos é a cadeira de rodas motorizada, 100% digital no Brasil. Seu controle pode se dar por joystick, por sopro ou por força da mandíbula. A melhor parte, porém, é que essa cadeira pode ser entregue pelo SUS.

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Veja mais a respeito dos produtos de Michele aqui.

A cada dia, temos tecnologias novas, ou às vezes nem tão novas, que se propõem a facilitar a vida de PCDs e permitir que conquistem sua independência. A disposição dessas tecnologias no dia-a-dia, de forma acessível, no entanto, é um sonho distante. Como Michele menciona no vídeo, muitas vezes a falta de financiamento, e a burocracia do governo que torna tudo mais complicado.

O incentivo à ciência no Brasil possui uma barreira de falta de investimentos que é historicamente presente, e pessoas como Michele têm de, na maior parte das vezes, recorrer a recursos próprios e a parcas doações e financiamentos.

A tecnologia existe, a solução existe. A acessibilidade, no entanto, ainda não. E enquanto existir uma falta de investimentos no empreendedor e no cientista brasileiro, haverá dificuldade em ingressar pessoas competentes e capazes no mercado de trabalho ou mesmo de permitir que possam andar pela cidade quando quiserem.

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Texto de Natália Jaeger

Natália é estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escritora por paixão. Já trabalhou como professora voluntária para o projeto CREAÇÃO, e fez um ano de intercâmbio nos Estados Unidos.

Solidário desde cedo

Sabe aquelas crianças que misteriosamente têm uma inteligência muito acima da média? Alguns as chamam de superdotadas, prodígios, gênios precoces, mas, nomenclaturas à parte, certamente Shubham Banerjee serve como exemplo.

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O belga, filho de indianos, mudou-se para a Califórnia aos 3 anos e hoje com 12, desenvolveu a Braigo, uma impressora braile, usando peças de Lego Mindstorms e alguns acessórios alternativos como o rolo de papel de calculadora, braços robóticos e outros componentes facilmente encontrados em papelarias.

Inicialmente, o projeto seria apenas mais uma atração da feira de ciências do colégio onde o garoto estuda, porém se tornou uma ideia que pode melhorar a vida das 285 milhões de pessoas com deficiência visual.

Você está pensando que o equipamento deve custar uma fortuna? Errado! O preço é de US$ 350, representando 20% do valor de uma impressora braile comum, orçada em US$ 2 mil. Consequentemente, seu gasto com manutenção também é baixo. Dados muito animadores, considerando que 90% das pessoas com deficiência visual estão nos países em desenvolvimento, como o Brasil, que priorizam inovações mais baratas.

Pasme! A impressora move os módulos que perfuram o papel, produzindo cartas em menos de dez segundos. E seu inventor já mostra um grande espírito de empreendedorismo, preocupando-se em disponibilizar o código de programação da impressora para permitir que qualquer pessoa possa adaptar o software as suas necessidades.

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Não satisfeito com essa iniciativa, que já é digna de aplausos, Shubham Banerjee fez uso inteligente das redes sociais, criando uma página no Facebook para fornecer informações sobre o equipamento, controlar os ânimos dos interesseiros de plantão, muito mais preocupados em apoiar o projeto para ganhar dinheiro do que para gerar um bem social, e esclarecer que seu próximo objetivo não é comercializar a impressora, mas sim torná-la ainda melhor, sendo capaz de traduzir uma página inteira de texto na linguagem dos cegos.

Esse garoto precisa ser bem cuidado, afinal é só uma criança de 12 anos, que deve crescer e amadurecer, sem pular etapas. Ninguém tem o direito de exigir que ele apresente resultados com sua impressora. Isso será fundamental para que sua genial invenção não se transforme numa experiência traumática e possa ajudá-lo a concretizar todo o potencial que provou ter, transformando-se num futuro grande profissional da ciência, a serviço não só de pessoas com deficiência, mas de qualquer grupo que precise de uma luz no fim do túnel para viver melhor.

Dou sinceros parabéns a Shubham Banerjee, que com certeza ajudará muito as pessoas com deficiência visual, por conseguir enxergar suas necessidades de longe, mesmo sendo tão jovem. Você que convive com a cegueira e sempre sonhou em ler tudo o que lhe interessa sem depender de alguém que leia por você, renove suas esperanças!

Impressora Braigo: uma prova de que juntos, conhecimento, criatividade, responsabilidade social e empreendedorismo mudam o mundo!

Referências:

http://www.tecmundo.com.br/lego/51466-adolescente-de-12-anos-usa-lego-para-criar-impressora-braile.htm

http://www.deficientesemacao.com/tecnologia/6976-adolescente-de-12-anos-usa-lego-para-criar-impressora-braile

http://maragogi360graus.com.br/site/noticias/exclusivo-estudante-de-12-anos-usa-lego-para-criar-impressora-braile

http://www.programadavinci.com.br/post/garoto-de-12-anos-cria-impressora-braille-feita-com-lego-e-mais-barata-que-todas-as-existentes-no-mercado

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.

Um verdadeiro carro adaptado

Você sonha em dirigir seu próprio carro adaptado para ir onde quiser sem se preocupar com as dificuldades do transporte público ou com quem vai te dar carona, mas ainda não conseguiu fazer economias suficientes e nunca encontrou um veículo que atendesse plenamente suas necessidades?

Não se sinta mal. Em breve, um novo tipo de automóvel especial pode mudar sua vida!

Já imaginou um veículo elétrico que meça apenas 2,1 m de comprimento por 1,5 m de altura e transporte só uma pessoa? Acredite! Ele existe, chama-se Kenguru, levando o mesmo nome da empresa americana que o desenvolveu. Ela pertence à advogada Stacy Zoern, que apostou na ideia do húngaro Istvan Kissaroslaki.

Quais são suas adaptações? O que ele tem de tão diferente e especial? Como é seu design? Essas devem ser só algumas das questões que estão martelando sua cabeça agora, não é?

Fique tranqüilo! Vou explicar tudo. O carro tem uma única porta traseira, que abre para cima, automaticamente, ou através do comando de um controle. O motorista sobe uma pequena rampa, permanece em sua cadeira de rodas e guia o veículo como se estivesse dirigindo uma motocicleta, usando acelerador e freio manuais, além de um guidão no lugar do volante.

Para incrementar ainda mais a novidade, há um painel do lado direito indicando velocidade e nível de bateria. A estrutura de vidro garante que o condutor tenha uma visão segura.

Você acredita que o carro pode andar até 100 km sem ser recarregado? Está certo que nem tudo são flores e sua velocidade máxima é de 40 km/h, mas creio que concorda comigo em relação as melhorias que essa inovação trará e a todo o progresso que ela representa, estou certo?

Nos Estados Unidos, o início das vendas deverá acontecer em 2015 e o custo estimado do Kenguru é de 25 mil dólares, mas pode ser reduzido por meio de incentivos fiscais do governo americano.

Agora, você deve estar se perguntando por que estou te dizendo isso, se mora no Brasil. Calma, não fique bravo comigo! Em Santa Catarina foi desenvolvido o Pratyko, um carro adaptado muito parecido com o Kenguru.

O primeiro protótipo, lançado em 2010, vem passando por constantes melhorias, conforme o grupo de amigos responsável pela ideia consegue novas parcerias.  Para que o produto chegue efetivamente ao mercado, será necessário homologá-lo junto ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Esse processo já está em andamento, o grupo está otimista e acredita que as vendas do Pratyko podem começar ainda em 2014, no valor que varia entre 35 e 40 mil reais.

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Essa inovação te dá boas perspectivas para o futuro, certo? O Pratyko pode tornar sua vida mais prática, livre, independente, aventureira e feliz! É nesse valor agregado que precisamos nos apegar! Para nós, pouco importa se existem outros carros mais modernos, luxuosos, caros, confortáveis, rápidos e potentes. Afinal, nada disso atende nossas necessidades.

Que o Pratyko seja um sinal verde para cada cadeirante sem um carro próprio, permitindo-lhes guiar os caminhos de suas vidas.

Pé na estrada!

Referências:

http://www.theverge.com/2014/2/14/5411364/kenguru-is-a-tiny-electric-hatchback-for-wheelchair-users

http://www.tudointeressante.com.br/2014/02/kenguru-car-o-carro-que-da-mais-mobilidade-e-autonomia-aos-cadeirantes.html

http://carplace.virgula.uol.com.br/pratyko-carro-nacional-para-cadeirantes/

http://www.adjorisc.com.br/jornais/nossaterra/correia-pinto/pratyko-devera-ser-produzido-em-serie-em-no-maximo-1-5-ano-em-lages-e-prefeitura-dara-incentivos-f-1.1226800#.Ux8iPOddXrV

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados à prática do futebol. Atualmente é assistente administrativo de comunicação da Zurich Seguros.