Mãos desatadas

Você, que tem limitações nos movimentos das mãos, adora ler, usar a Internet para pesquisar ou se divertir e curte bater aquele longo papo com os amigos no telefone, alguma vez deixa de fazer essas coisas por não ter ninguém para lhe ajudar a discar números, virar páginas ou comandar um mouse?

Prepare-se para dizer adeus a essa dependência! Dois aplicativos que ainda estão em fase de protótipo, criados pela empresa israelense Sesame Enable (significa abre-te Sésamo na história de Ali Baba e refere-se a abertura de novos mundos e oportunidades para pessoas com deficiência), lhe permitirão devorar livros, navegar a vontade no computador e conversar no telefone até que todos os assuntos se encerrem.

Está ansioso para saber como eles funcionam? Calma, eu explico.

Através do aplicativo Sesame Reader, você poderá folhear e-books utilizando os movimentos de sua cabeça. Terminou uma página? Mova a cabeça para a direita e passe à próxima. Gostaria de relembrar algum detalhe? Faça o mesmo movimento, agora para a esquerda, e volte à página anterior. Perder ou reduzir a função das mãos, pode não significar a perda do prazer pela leitura e por todas essas outras atividades!

E os benefícios do Sesame Reader não param por aí! Já se sentiu entediado por não conseguir ler seu livro dentro do ônibus, trem ou metrô lotado? Agora, com o aplicativo, você poderá ler em pé e não faltará entretenimento! Se além de leitor e internauta assíduo, também é cozinheiro de mão cheia, nunca mais sujará seu livro de receitas enquanto prepara aquele prato delicioso. A novidade deve melhorar sua vida, vai?

O outro aplicativo leva o mesmo nome da empresa de Israel, Sesame Enable, e facilita o uso do telefone. Como? Calibre seu rosto com o dispositivo rastreador e use o cursor que aparecerá na tela para discar um número ou digitar em um teclado.

Os dois aplicativos formam um time capaz de desatar suas mãos. Se elas não te servem mais, busque outros recursos. Use os livros e a Internet para agregar conhecimento, expandir seus contatos, dialogar com pessoas, sem nunca perder de vista o objetivo de ser alguém melhor a cada dia!

Nosso papel será divulgar essas duas brilhantes iniciativas, ajudando a empresa a arrecadar US$ 100 mil em investimentos privados para financiar os dois aplicativos, o que equivale à metade do valor fornecido pelo Gabinete do Cientista- Chefe de Israel.

Precisamos lutar juntos pela concretização de ideias que tornem nosso grupo de pessoas com deficiência mais independente, capaz de fazer, a nossa maneira, tudo o que os outros fazem. Se por acaso não conseguirmos cumprir essa missão com nossas próprias mãos, o Sesame Reader e o Sesame Enable nos ajudam a cumpri-la com a nossa cabeça!

Referências:

http://www.deficientesemacao.com/tecnologia/6953-atividades-sem-as-maos

http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/tecnologia-israelense-permite-folhear-livro-sem-usar-as-maos/84362/

http://www.sonoticiaboa.com.br/noticia.php?i=4451

http://www.alefnews.com.br/03_02_2014.htm

http://www.androidpit.com.br/pt/android/market/apps/app/com.sesame.reader/Sesame-Reader

http://www.passeiaki.com/noticias/folhear-livro-usar-maos-ja-possivel-cabeca

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados á prática do futebol.

 

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Aparelho promete revolucionar o modo de deficientes visuais lerem livros

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O aparelho, desenvolvido pelo MIT, é usado no dedo do leitor e foi batizado de Fingerreader (leitor de dedo, em tradução livre). O leitor desliza o dedo pela frase, e o aparelhinho faz a leitura através de sensores e comparação de símbolos, traduzindo para áudio o texto escrito. Uma câmera instalada nele permite que o Fingerreader leia palavras que estejam à frente na leitura e informe se a linha chegou ao fim, através de uma vibração no dedo do leitor. Essa câmera, utilizando-se do algoritmo do aparelho, também ajuda a manter a leitura em linha reta.

O objetivo é que deficientes visuais possam utilizá-lo para leitura de textos impressos e tradução de outras línguas. A leitura pode ser feita tanto em papel quanto em leitores digitais, como o Kindle e o Nook.

Embora o Fingerreader por enquanto seja um protótipo e tenha espaço para melhorias, o aparelho é muito promissor e pode facilitar a vida de muita gente, já que livros em Braille e em áudio não são tão fáceis de encontrar e tem sua diversificação limitada.

Veja o vídeo do link a seguir para entender como funciona o Fingerreader:

Aguardamos ansiosamente que o produto seja lançado no mercado!

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Texto de Natália Jaeger

Natália é estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escritora por paixão. Já trabalhou como professora voluntária para o projeto CREAÇÃO, e fez um ano de intercâmbio nos Estados Unidos.

Um aliado em nossa luta

Estamos ainda mais fortes na luta pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência! A causa defendida pelo nosso movimento ganhou um importante aliado para gerar a mudança de comportamento cobrada de todos os motoristas infratores, que estacionam seus carros em vagas reservadas aos cadeirantes, utilizando aquela velha desculpa que tanto nos revolta: “É só por um minuto”.

O motivo da minha animação é o Parking Mobility. De que se trata? É um aplicativo criado por um grupo de pessoas com deficiência física de Vancouver, no Canadá, liderado por Campbell Macdonald e Craig Spradling, que possibilita aos usuários denunciar esse tipo de motorista, sem a necessidade de criar qualquer discussão áspera, que muitas vezes não termina bem ou passar por um grande estresse.

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Não precisamos nos preocupar em gastar dinheiro! O aplicativo, disponível para Android, Blackberry, Iphone, Ipad e Ipad Touch pode ser baixado gratuitamente na App Store ou Google Play e aumenta nosso poder de atuação. Como? Ao ver um condutor cometer essa infração, devemos fotografar a placa do veículo, o vidro dianteiro e a vaga de estacionamento. Essas fotos geram um relatório que será automaticamente encaminhado às autoridades competentes para multar o motorista.

Até hoje, o destino do dinheiro das multas de trânsito é uma história mal contada, muitos não sentem segurança ao ouvir que ele é utilizado em obras públicas feitas nas ruas, mas especificamente essa punição terá um fim social, já que 20% da quantia arrecadada será recolhido e doado para instituições de caridade dedicadas aos cadeirantes.

Infelizmente a sociedade nos dá inúmeros e frequentes exemplos de que muitas vezes não é suficiente conversar sobre algo errado que se faz ou organizar um protesto inteligente, pacífico e bem humorado, capaz de estimular sua reflexão e compreensão para convencê-lo de que é necessário agir diferente. Afetar o bolso das pessoas sempre foi um método eficaz de fazer alguém aceitar e corrigir um erro.

Se é assim, temos que continuar tentando utilizar o diálogo e os bons protestos, por serem meios de reivindicar mudanças que ajudam a sociedade a progredir e entender que muitos problemas podem ser resolvidos ou pelo menos melhorados, se as pessoas mudarem seu pensamento e sua atitude. Além disso, através do aplicativo, precisamos mexer nos bolsos dos teimosos que acabam dificultando esse processo de evolução coletiva. Por enquanto o Parking Mobility só funciona nos Estados Unidos, segundo o termo e condições de usos do aplicativo. Lutemos pela sua chegada ao Brasil para garantir que as vagas especiais estejam disponíveis e principalmente, para construir um mundo melhor!

Para baixar o aplicativo na App Store, clique aqui. Se você tem Android, clique aqui para baixar na Google Play.

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E você, motorista que ainda insiste em usar indevidamente as vagas reservadas aos cadeirantes, seguindo a linha de raciocínio que costuma a adotar para dar suas desculpas esfarrapadas, quem usa nossas vagas só por um minuto, paga só uma multa. Faz sentido, não é? Vamos combinar uma coisa? Paramos de te criticar se você pagar por sua infração. OK?

Enquanto seu carro estava parado na nossa vaga, você sacou dinheiro no banco para comprar os ingredientes daquele farto almoço de domingo, adquirir o ingresso daquele show que sempre sonhou em ir e presentear seu cônjuge com uma roupa novinha. Acertei? Agora, evite esquentar muito a cabeça e use uma parte da grana para pagar a multa! Não concorda com o combinado? A penalidade pesou no orçamento? Então estacione seu carro em outro lugar, porque ESTA VAGA NÃO É SUA NEM POR UM MINUTO!

Referências:
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/julho/aplicativo-possibilita-denunciar-quem-viola-vaga
http://catracalivre.com.br/brasil/conteudo-livre/indicacao/aplicativo-denuncia-quem-estaciona-ilegalmente-em-vaga-para-deficientes/
http://ylena.jusbrasil.com.br/noticias/111867966/aplicativo-notifica-autoridades-sobre-carros-parados-em-vagas-para-deficientes
http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,aplicativo-ajuda-a-denunciar-uso-irregular-de-vaga-para-deficiente,3232,0.htm
http://entretenimento.r7.com/videos/rosana-indica-aplicativo-que-denuncia-carros-parados-em-vagas-de-deficientes/idmedia/52096e950cf25a7d43ff8812.html
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados á prática do futebol.

Nova, boa e barata

Esses três adjetivos já despertam sua curiosidade para saber de que novidade estou falando, certo? Dessa vez o grande beneficiado é você, cadeirante, que como eu, sofre quando precisa empurrar a cadeira em terrenos acidentados, tarefa difícil até para quem tenta nos ajudar. Vida dura, não é?

Relaxe! A cadeira de rodas própria para a areia, terra, lama, pedras, grama alta e outros obstáculos naturais, veio tornar nosso dia-a-dia um pouco melhor.

Acredite, ela é real e custa US$ 200!

Está pasmo? Se perguntando como foi possível criar algo assim?

O ex-estudante e atual professor assistente de engenharia mecânica do MIT (Massachusetts Institute Of Technology), Amos Winter, autor da invenção, se inspirou nas Mountain Bikes adaptadas (que têm marchas adequadas à velocidade que cada tipo de solo permite, mas são caras) e utilizou ferramentas, maçanetas e partes de uma bicicleta para desenvolver a Leveraged Freedom Chair ou Cadeira Alavancada Livre.

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Funciona da seguinte forma: o cadeirante usa duas alavancas móveis para conduzir a cadeira, dosando sua velocidade de acordo com o grau de força feita e com o ângulo alcançado. Em locais estreitos, essas alavancas podem ser guardadas e o equipamento se transforma numa cadeira com rodas de bicicleta, capaz de passar em portas, entrar embaixo de mesas ou dentro de banheiros.

Além dessas qualidades, a cadeira pode ser construída gastando cerca de 200 dólares ou consertada, utilizando peças fáceis de encontrar em qualquer local, de acordo com o tipo de terreno por onde se vai andar, o que possibilita ao usuário percorrer distâncias maiores e ter mais acesso a comunidade, educação e trabalho, através de um equipamento que combina bem engenharia, design, fatores econômicos e sociais.

A Cadeira Alavancada Livre passou por muitos testes em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, nos quais o feedback dos usuários foi a fonte para a realização de todas as mudanças que a tornaram cada vez mais leve, funcional e eficiente, se comparada a uma cadeira de rodas comum.

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Teste realizado no Quênia.

Em 2011, Amos Winter conseguiu se associar a Continuum, uma empresa de design, localizada em Boston, que produziu uma versão especial da cadeira, voltada ao público de alto poder aquisitivo dos Estados Unidos ou da Europa.

Ciente da importância do usuário no processo de desenvolvimento dos produtos, o acadêmico criou também a empresa social Global Research Innovation and Technology, que se associou a indústria Pinnacle e a Jaipur Foot, uma das entidades mais importantes do mundo que trata de questões ligadas a pessoas com deficiência, para cuidar da comercialização das Cadeiras Alavancadas Livres em países como a Índia, onde a taxa de adesão foi de 90%.

De acordo com as previsões, em 2013, as Cadeiras Alavancadas Livres já estariam disponíveis para compra. O material publicado na Internet sobre o produto não explica, passo a passo, como montar uma cadeira dessas, mas foram fornecidos dois endereços de e-mail para mais informações: info@gogrit.org ou awinter@mit.edu, do próprio criador.

Se você está interessado no produto, mas não domina o idioma inglês, não se preocupe! No Google e na Web existem vários sistemas de tradução, que possibilitam o contato, apesar de não serem perfeitos.

OBS: O produto ainda não está disponível nos Estados Unidos, apenas em países subdesenvolvidos para pedidos de 100 ou mais cadeiras. Para receber novidades, cadastre-se aqui (em inglês).

Essa é mais uma prova de que a criatividade, a inteligência, o conhecimento e o trabalho de equipe podem juntos, superar qualquer barreira e nos levar a tão sonhada independência. Lutemos unidos pela divulgação e o crescimento de ideias como essa, que nos tornam melhores e mais capazes a cada dia.

Que as alavancas dessa cadeira elevem nossa qualidade de vida!  Com elas, não tem terreno ruim!

Referências:

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/amos_winter_the_cheap_all_terrain_wheelchair.html

http://web.mit.edu/awinter/www/

http://www.gogrit.org/lfc.html

http://edition.cnn.com/2013/05/09/tech/innovation/leveraged-freedom-chair-innovative-wheelchair/

http://www.core77.com/blog/sustainable_design/case_study_leveraged_freedom_chair_by_amos_winter_jake_childs_and_jung_takenabling_freedom_for_the_disabled_in_developing_countries_18507.asp

http://d-lab.mit.edu/scale-ups/LFC

http://pt.scribd.com/doc/136790897/A-Cadeira-Freedom-Alavancada

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados á prática do futebol.

A força do nosso apoio

Às vezes sente-se inseguro quando você, pessoas com deficiência visual, anda pelas ruas e sua bengala não detecta objetos mais altos, que estejam acima de sua cintura? Agora, se uma solução para isso chegar ao mercado, esse medo não irá mais te afligir. Pode acreditar!

Estou falando sério! O físico Edivaldo Amaral Gonçalves do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT), desenvolveu um aparelho eletrônico que possui um sensor ultrassônico capaz de identificar objetos como, por exemplo, orelhões, árvores ou postes, através de sinais vibratórios emitidos por um dispositivo que o integra.

Vou explicar melhor: quanto mais curta for a sua distância em relação ao objeto, mais intenso será o sinal de alerta e, além disso, se você conseguir ouví-lo com antecedência, antes de aproximar-se muito do obstáculo, poderá desviar dele sem qualquer susto ou movimento brusco, mantendo o ritmo normal da sua caminhada.

Boa ideia, não? Achei excelente, mas precisamos unir forças para levar o protótipo ao mercado! O autor da inovação, Edivaldo, diz que gostaria de contar com o financiamento de alguma empresa ou do Governo, para tornar o produto acessível a quem precisa.

E tem mais! O físico também recebe e-mails de pessoas próximas a algum deficiente visual, perguntando como adquirir o aparelho. Essa demanda lhe deu uma segunda ótima ideia: simplificar ao máximo o protótipo e criar um site explicando como montá-lo passo a passo. Assim, bastaria ao interessado entender um pouquinho de eletrônica.

Edivaldo acredita que, dessa forma, não deixa o projeto parado. Ele continua evoluindo! Inicialmente o protótipo deveria ser colocado na testa do usuário, mas hoje está tão pequeno, que pode ficar acoplado a um óculos escuro.

Faço um apelo a você, deficiente visual que se interessou e a qualquer um dos nossos engajados voluntários ou leitores desse blog: caso saiba qual é o melhor caminho para lançar o produto, conseguir um financiamento ou idealizar um site para explicar como ele funciona manifeste-se através dos nossos canais de comunicação ou direto com o criador: edivaldo@eletro.cefetmt.br

Com o desenvolvimento do protótipo, Edivaldo foi o vencedor do concurso “Pró Inovação” e do prêmio IFMT de Inovação Tecnológica. A ideia ainda merece muito mais reconhecimento, afinal traz a você, deficiente visual, mais segurança e autonomia, além disso, é um grande avanço para todos os que um dia dependeram da companhia de alguém para sair na rua ou já se acidentaram, mesmo portando uma bengala.

Lutemos juntos por essa causa!

Referências:

http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=269:sensor-ultrassonico-auxilia-deficientes-visuais&catid=83:fevereiro-2011&Itemid=270

http://xviiisnefnovastecnologias.blogspot.com.br/2011/02/sensor-ultrassonico-auxilia-deficientes.html

http://www.plantaonews.com.br/conteudo/show/secao/35/materia/27802

http://www.planetauniversitario.com/index.php/ciencia-e-tecnologia-mainmenu-75/19675-sensor-ultrassonico-para-deficientes-visuais-e-considerado-o-melhor-projeto-entre-todos-os-institutos-federais

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Texto de Alexandre dos Santos Gouveia

Alexandre dos Santos Gouveia é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, foi estagiário da equipe de comunicação do Banco Santander, atuou em rádios como comentarista esportivo e já participou de trabalhos voluntários ligados á prática do futebol.