Tecnologia acessível para deficientes – é possível?

Michele de Souza possui um QI acima do normal, e desde pequena se interessa por construir próteses para deficientes físicos. Ela se dedica a criar, em seu próprio quintal de casa, equipamentos que auxiliem a busca da independência que muitas vezes PCDs têm dificuldade em alcançar.

Os preços astronômicos de equipamentos assim geralmente desanima e limita as opções dessas pessoas, mas as criações de Michele chegam a custar até mesmo 80% menos do que o preço de mercado. Esse preço causa estranheza nos investidores.

Michele aposta na cibernética e robótica para encontrar soluções para auxiliar PCDs, inclusive a se inserirem no mercado de trabalho. Um de seus produtos é a cadeira de rodas motorizada, 100% digital no Brasil. Seu controle pode se dar por joystick, por sopro ou por força da mandíbula. A melhor parte, porém, é que essa cadeira pode ser entregue pelo SUS.

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Veja mais a respeito dos produtos de Michele aqui.

A cada dia, temos tecnologias novas, ou às vezes nem tão novas, que se propõem a facilitar a vida de PCDs e permitir que conquistem sua independência. A disposição dessas tecnologias no dia-a-dia, de forma acessível, no entanto, é um sonho distante. Como Michele menciona no vídeo, muitas vezes a falta de financiamento, e a burocracia do governo que torna tudo mais complicado.

O incentivo à ciência no Brasil possui uma barreira de falta de investimentos que é historicamente presente, e pessoas como Michele têm de, na maior parte das vezes, recorrer a recursos próprios e a parcas doações e financiamentos.

A tecnologia existe, a solução existe. A acessibilidade, no entanto, ainda não. E enquanto existir uma falta de investimentos no empreendedor e no cientista brasileiro, haverá dificuldade em ingressar pessoas competentes e capazes no mercado de trabalho ou mesmo de permitir que possam andar pela cidade quando quiserem.

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Texto de Natália Jaeger

Natália é estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escritora por paixão. Já trabalhou como professora voluntária para o projeto CREAÇÃO, e fez um ano de intercâmbio nos Estados Unidos.

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